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terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Quando a Aula dá Errado
Já parou para pensar em todas as vezes
que você preparou as aulas, preocupou-se em pesquisar materiais,
escolher um vídeo, um determinado mapa ou gráfico e quando esta aula foi
ministrada tudo deu errado ?
A idéia é que os alunos estivessem
ávidos por aprender, mostrassem interesse e participassem da aula, mas
nada disso aconteceu. Você encontrou alunos apáticos, desinteressados,
ou então a grande maioria estava ocupada em ligar o celular, brincar com
algum joguinho, ouvir uma música, trocar bilhetinhos, olhar pela
janela, prestar atenção ao colega. Na verdade eles estavam muito
“ocupados” para prestarem atenção na sua aula.
Mas, o que deu errado ? Bem, temos de
analisar qual é a estrutura de uma aula fadada ao fracasso para você
conhecer o que precisa ser evitado na próxima vez que for prepará-la.
- Aula Nota 0: Elementos que fazem com que uma aula dê errado:
01. jamais entre na sala de aula
despreparado, ou com uma aula preparada no último minuto, saiba que é o
maior descaso com os alunos fazer isso,
02. a aula não é para você, por isso
jamais seja “verborrágico”, ou seja, não fique falando todo o tempo e só
com termos difíceis do aluno entender,
03. não use o tom de voz monótono, sem
vibração ou calor. Talvez essa seja a sua 10ª. Turma, e você já está
entediado em abordar o mesmo assunto, porém os alunos captam essa
vibração,
04. jamais elabore aulas que não dêem espaço para os alunos interagirem, darem opiniões ou fazerem perguntas,
05. não faça do livro didático a sua muleta, você pode, e deve, saber andar sem ele.
06. nunca faça perguntas fechadas do tipo “sim”, ou “não”
07. jamais faça perguntas que dependam de voluntários para responder
08. evite distribuir o tempo em: explicar, fazer exercícios e correção (esse é o modelo clássico da “decoreba”.
- Aula Nota 10: Elementos que fazem com que uma aula dê certo, é quando o professor:
01. elabora a aula adequando-a ao linguajar e expectativas do aluno
02. promove e estimula a interação dos alunos com perguntas abertas e contextualizadas às vivências dos alunos
03. mostra paixão e vibração em suas aulas
04. diversifica as estratégias de ensino e sempre está testando novas práticas de ensino
05. traz o mundo para dentro da sala
de aula por meio de jornais, debates, noticiários, músicas, assuntos
polêmicos, assuntos inovadores, etc.
06. faz com que o conhecimento da sala
de aula tem sentido no mundo fora dela, para que os alunos possam
assim, compreender o sentido de estarem aprendendo aquilo
07. tem sempre um plano “B” para quando o vídeo, ou DVD não funcionar
08. mostra-se sempre criativo e proativo em todas as situações
09. tem senso de humor o bastante para rir de si mesmo e rir junto com os alunos
10. por meio de todas as suas aulas,
tem a convicção de que entregaram algo realmente significativo e que vai
tornar a vida daqueles jovens menos difícil
Dê uma olhada no seu plano de aula de amanhã, levante a estrutura que você enquadrou essa aula, selecione os elementos que a compõem e faça os ajustes que achar necessário.
Educação vem de Casa
Educação tem de vir do berço e cabe a
família responsabilizar-se por isso ! Se cada família praticasse esta
máxima: Educar os filhos dentro de princípios morais e boas maneiras,
com certeza não teríamos Professores frustrados e exauridos devido a
falta de educação de muitas crianças e jovens.
Todos os dias em milhares de salas de
aula espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, crianças e jovens chegam ao
ápice da malcriação destilando todo tipo de impropérios nas dependências
da Escola e fora dela, comunicando-se uns com os outros aos berros de
forma rude e irônica, tratando mal os colegas, Professores e demais
Funcionários da Escola.
O ano começa, e é preciso deixar claro,
para a Família e para o Aluno, que o Professor não vai tolerar este
tipo de comportamento. Mas para posicionar-se frente a esta questão, é
preciso que o Professor saiba exatamente o que deve ser cobrado da
Família e do Aluno no que refere-se a educação familiar e boas maneiras
de convivência em grupo.
Tanto nas séries iniciais quanto nas
Finais tratar de questões relacionadas a boas maneiras é um assunto
delicado, pois perpassa na negligência do adulto, que neste caso é o Pai
e a Mãe, que se omitem em ensinar o básico aos seus filhos, pois
acreditam piamente que cabe ao Professor dar esta educação também.
Ninguém quer um vizinho mal educado,
ninguém contrata ou mantém um funcionário ignorante no trato das
pessoas, uma mulher não deseja casar-se com um homem rude e desprovido
de tato e educação. Um Professor também não quer uma criança ou jovem
desrespeitoso, mal educado e mentiroso como aluno.
É de conhecimento de todos os
Professores que devido ao fato da criança ou jovem chegar na Escola sem
o mínimo de educação familiar, ocorrem uma série de problemas que
desencadeiam a indisciplina e tumultuam o andamento das atividades na
sala de aula, e que por esta razão, muitas vezes, inviabiliza que o
aprendizado ocorra de maneira satisfatória.
Sob este ponto de vista seria apropriado
dizer que, neste caso, os Pais são responsáveis pela indisciplina e
falta de educação dos filhos e portanto, devem ser responsabilizados por
isso.
Reflita comigo, se as crianças e jovens
chegassem com mínimo de educação trazida de casa, dada pelos Pais, boa
parte dos problemas de indisciplina dentro da sala de aula estariam
resolvidos. Esse mínimo de educação envolveria que o aluno soubesse seis
questões básicas:
6 Princípios Básicos de Boas Maneiras que todos devem trazer do Lar:
1) Peça “Por Favor” , diga “Obrigado”, “Com licença “ e mantenha sempre o controle emocional
2) Fale educadamente, sem usar gírias, palavrões, ou expressões de baixo calão
3) Trate com respeito todos a sua volta e jamais fale de alguém pelas costas
4) Jamais use de intimidação verbal ou física para conseguir o que deseja
5) Seja íntegro: sustente o que você diz e faz e enfrente sempre as conseqüências dos seus erros
6) Jamais use de mentiras, enganação e falsas acusações
Como acionar os Pais:
Todos os anos é quase impossível fazer
com que, justamente os Pais dos alunos que mais dão problema, compareçam
na Escola, porém aqui vão algumas sugestões para você já implementar no
início do ano.
1) Crie um novo Cartaz com esses 6
itens e acrescente outros mais que você julgar necessários e que melhor
se ajustem a sua situação e necessidade
2) Afixe o Cartaz criado na sua sala de aula e nos corredores
3) Para a primeira Reunião de Pais prepare:
. Cartaz para ser entregue aos Pais
. Termo de Responsabilidade do
Comportamento e Disciplina do filho, pode ser usado como sugestão,o
seguinte cabeçalho extraído do ECA (Estatuto da Criança e do
Adolescente):
“ART. 4° – É dever da família, da
comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com
absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária. (ECA)
Art. 129. São medidas aplicáveis aos pais ou responsável (no caso de negligência com relação a criança e ao adolescente):
I – encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;
II – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;
III – encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;
IV – encaminhamento a cursos ou programas de orientação;
V – obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar;
VI – obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado;
VII – advertência;
VIII – perda da guarda;
IX – destituição da tutela;
X – suspensão ou destituição do pátrio poder
No Termo de Responsabilidade coloque
também o nome de todos os alunos e ao lado deixe uma linha em branco,
assim, após conversar com todos os Pais, eles devem assinar o Termo,
dando ciência do que foi exposto.
4) Diálogo Amistoso: Na Reunião é
preciso que seja debatido e esclarecido que cabe aos pais criar, educar e
assistir seus filhos pois o cumprimento desses deveres leva a um
desenvolvimento emocional, psicológico e social sadios dos filhos por
meio da paternidade responsável.
É dever dos pais transmitir valores
éticos e morais a seus filhos, através de ensinamentos e exemplos de
vida, de forma a contribuir de maneira positiva no seu desenvolvimento e
na formação de seu caráter e caso isso não esteja sendo feito
devidamente, é preciso que eles saibam que serão responsabilizados
civilmente.
5. Conselho Tutelar: Nesta reunião o
Conselho Tutelar pode ser convidado debater em maior profundidade as
responsabilidades das famílias em relação aos filhos. O Conselho Tutelar
também deverá ser acionado caso a Escola constate negligência, por
parte da família, em relação a educação dos filhos.
Diz o ditado popular ” Educação é bom e eu gosto” , complemento dizendo que todos os Professores também gostam, e agradecem !
Memorização e cálculo
Resultados de memória são essenciais aos procedimentos de cálculo. Ensine à turma boas formas de decorar - e de fugir da decoreba
Memorizar resultados nas aulas de Matemática pode não ser a melhor
recordação da escola. Para muita gente, o que vem à mente são os
calafrios da temida hora em que a professora tomava a tabuada, o que
exigia insistência e esforço para decorar os cálculos cobrados na
chamada oral.
É verdade que esse tipo de decoreba está longe de ser a maneira mais adequada de ajudar a turma a avançar nos cálculos. A memorização foi, por muito tempo, relacionada à repetição. Isso não significa, porém, que ela não seja um recurso importante na hora de fazer contas. "Muito do que é trabalhado nas aulas depende desse repertório. Com ele, os alunos seguem para outros cálculos mais complexos", diz Priscila Monteiro, coordenadora da formação em Matemática da prefeitura de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e formadora do projeto Matemática É D+.
É verdade que esse tipo de decoreba está longe de ser a maneira mais adequada de ajudar a turma a avançar nos cálculos. A memorização foi, por muito tempo, relacionada à repetição. Isso não significa, porém, que ela não seja um recurso importante na hora de fazer contas. "Muito do que é trabalhado nas aulas depende desse repertório. Com ele, os alunos seguem para outros cálculos mais complexos", diz Priscila Monteiro, coordenadora da formação em Matemática da prefeitura de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e formadora do projeto Matemática É D+.
Dentro dessa perspectiva, as atividades de memorização de repertório
devem integrar o trabalho mais amplo com cálculo mental. O ideal é que
elas façam parte das últimas etapas, na fase de sistematização do que
foi aprendido. Isso significa que a ação de decorar resultados está mais
para ponto final do que para pontapé inicial dos trabalhos. No conteúdo, os especialistas reconhecem diversas práticas em sala de
aula. O matemático espanhol Carlos Maza Gómez observa no livro Multiplicar y Dividir - A Través de la Resolución de Problemas que
o trabalho com a memorização ocorre de três maneiras: a primeira aponta
para a repetição de resultados até que eles sejam guardados na memória,
enquanto a segunda se dá quando os resultados fazem parte de uma
sequência - por exemplo, decorar a tabuada do dois, depois a do três e
assim por diante, criando relações entre elas.
Para o autor, esses dois caminhos, que predominaram nas escolas durante
boa parte do século passado, não são os mais adequados. A "terceira
via", proposta por Gómez, consiste em fazer com que o aluno decore os
resultados sem criar vínculo com a sequência - e, claro, apenas depois
de entender o cálculo (leia a sequência didática sobre esse tema).
Com jogos, a turma aprendeu a calcular
Bem andando pela net, e procurando algo inovador na educação, me deparei com uma história muito interessante que me inspirou a fazer o meu TCC, e pude notar que através desse metódo uma turma inteira teve um bom desempenho. Vamos a história...
Luciane Fernandes Ribeiro fez uma sequência didática usando boliche, dados e argolas para ensinar números e operações
"Ao analisar o diagnóstico inicial da turma do 4º ano no começo do
ano, me deparei com uma triste, porém comum, realidade: os estudantes
tinham muitas dificuldades na resolução das operações matemáticas
básicas", diz Luciane Fernandes Ribeiro, docente da EMEF Professor
Raimundinho, em Marabá, a 485 quilômetros de Belém. Ela sabia que não
seria fácil resolver a questão, mas tinha certeza de que fazer a
garotada avançar, mais que necessário, era urgente. Entre suas
constatações estavam a de que algumas crianças não identificavam os
números de 1 a 50. Outras não conheciam alguns termos matemáticos e
questionavam: "O que é diferença?" e "O que é dúzia?". E mais: havia
alunos que não sabiam qual conta usar para resolver determinado
problema. Em suma, dos 34, só sete resolveram as propostas da educadora
de forma satisfatória.
Frente ao desafio, Luciane organizou uma sequência didática com jogos que possibilitava um grande envolvimento da turma. Seu objetivo era impulsionar a reflexão sobre os números e as operações matemáticas. "O jogo é uma situação- problema genuína. Podemos jogar 20 vezes a mesma coisa e nunca o desafio será igual. Temos uma satisfação quando encontramos uma nova estratégia: a todo o momento, estabelecemos relações e aprendemos", diz Ana Ruth Starepravo, pedagoga especialista no ensino da Matemática para os anos iniciais do Ensino Fundamental.
A ideia de Luciane teve origem nas leituras e discussões do Grupo de Estudo Pedagógico Aperfeiçoando o Conhecimento (Gepac), instituído na escola em 2009. Na bibliografia usada, constam como referencial teórico os livros A Criança e o Número (Constance Kamii e Sally J. Livingstin, 112 págs., Ed. Papirus, tel. 19/3272-4500, 35,90 reais), Jogando com a Matemática: Números e Operações (Ana Ruth Starepravo, Ed. Aymara Educação, 224 págs., tel. 11/2076-6100, 34,90 reais) e Formulação e Resolução de Problemas de Matemática: Teoria e Prática (Luiz Roberto Dante, 191 págs., Ed. Ática, tel. 11/4003-3061, 34,90 reais).
Frente ao desafio, Luciane organizou uma sequência didática com jogos que possibilitava um grande envolvimento da turma. Seu objetivo era impulsionar a reflexão sobre os números e as operações matemáticas. "O jogo é uma situação- problema genuína. Podemos jogar 20 vezes a mesma coisa e nunca o desafio será igual. Temos uma satisfação quando encontramos uma nova estratégia: a todo o momento, estabelecemos relações e aprendemos", diz Ana Ruth Starepravo, pedagoga especialista no ensino da Matemática para os anos iniciais do Ensino Fundamental.
A ideia de Luciane teve origem nas leituras e discussões do Grupo de Estudo Pedagógico Aperfeiçoando o Conhecimento (Gepac), instituído na escola em 2009. Na bibliografia usada, constam como referencial teórico os livros A Criança e o Número (Constance Kamii e Sally J. Livingstin, 112 págs., Ed. Papirus, tel. 19/3272-4500, 35,90 reais), Jogando com a Matemática: Números e Operações (Ana Ruth Starepravo, Ed. Aymara Educação, 224 págs., tel. 11/2076-6100, 34,90 reais) e Formulação e Resolução de Problemas de Matemática: Teoria e Prática (Luiz Roberto Dante, 191 págs., Ed. Ática, tel. 11/4003-3061, 34,90 reais).
"Para realizar um bom trabalho com jogos, o primeiro passo é explicar
as regras e deixar a turma explorá-los - quer dizer, jogar muitas
vezes", diz Ana Ruth. Luciane seguiu a orientação à risca: no início da
sequência, a criançada entrou em contato diversas vezes com jogos de
dado, boliche e argola e aprendeu a explorá-los (leia o quadro abaixo).
Essa fase também contou com o registro da pontuação de cada partida e
os estudantes socializavam as impressões e anotavam o que achavam fácil e
difícil.
Para colocar os cálculos em cena, Luciane escolheu começar com os dados, o que favoreceu a aprendizagem de diferentes procedimentos de cálculo e a compreensão das relações aditivas e subtrativas para compor e decompor o número 10. Depois, foi a vez do boliche. Para marcar os pontos, a garotada explorava a multiplicação, a tabuada e a representação de expressões numéricas. Com o de argolas, o grupo trabalhou com números maiores.
Para colocar os cálculos em cena, Luciane escolheu começar com os dados, o que favoreceu a aprendizagem de diferentes procedimentos de cálculo e a compreensão das relações aditivas e subtrativas para compor e decompor o número 10. Depois, foi a vez do boliche. Para marcar os pontos, a garotada explorava a multiplicação, a tabuada e a representação de expressões numéricas. Com o de argolas, o grupo trabalhou com números maiores.
Vamos jogar?
Conheça as propostas de Luciane para desafiar a turma a calcular
Organize dez garrafas com as seguintes pontuações: 12, 13, 20, 23, 25,
29, 34, 45, 50, 73. Tente encaixar seis argolas nas garrafas. Ganha quem
fizer mais pontos.
Organize dez garrafas de quatro cores diferentes: amarelas (3 pontos),
azuis (4), verdes (5) e vermelhas (6). Ponha as de valor mais baixo à
frente. Jogue a bola e tente derrubar o máximo de garrafas. Ganha quem
fizer mais pontos.
A cada rodada, lance dois dados ao mesmo tempo e some os pontos. Ganha
quem em dez rodadas conquistar 10 pontos mais vezes. Se o resultado for
maior que 10, indique quantos pontos fez a mais. Caso contrário, quantos
faltaram.
Mobilização: como envolver a comunidade em torno de uma causa?
Como mobilizar pais, alunos, funcionários e professores e formar uma
rede de colabores em prol de uma Educação melhor? Esta animação explica
como o diretor pode unir todos em torno de causas específicas e
transformar as metas e sonhos da escola em realidade.
Estudante ensina matemática pela internet; tire dúvidas mais comuns
Vandeir é formado em tecnologia de automação industrial. Ele também está no último ano de engenharia elétrica e no penúltimo ano de licenciatura em matemática em outra instituição.
Reforço gratuito
A ideia do site surgiu quando o universitário descobriu o educador Salman Khan, mundialmente conhecido por conta de suas videoaulas de matemática e ciência. "Quando vi, pensei, perfeito! Quero fazer algo igual. Na época não tinha recurso nenhum, mas comecei a preparar as aulas."
As questões são retiradas de provas do Enem, de concursos públicos e de livros do ensino fundamental, médio e superior. Depois de selecionadas, elas viram apresentações em vídeos com a ajuda de uma mesa de edição digitalizada. Santos quer se tornar professor universitário no futuro.
Prática leva ao aprendizado
Até agora, o Santos só obteve apoio da empresa Gets Design, que reformulou o layout do site de matemática. Ele tem esperanças de ser patrocinado no futuro para se dedicar mais ao projeto gratuito de ensino a distância. "Quero transformar o Calcule Mais na maior plataforma de matemática do Brasil", sonha.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
MULTIPLICAÇÃO DIVERTIDA
Que tal utilizar uma taduada diferente e que desperte interesse nos alunos?
![]() |
| Podes exercitar as tabuadas com o tempo que decidires. |
![]() | |||||||
| Se passares de nível, podes jogar uma espécie de "Super Mário". |
![]() |
| Podes jogar com amigos ou jogar sozinho(a). Tem vários níveis, podendo apresentar cálculos do tipo 34*45 (34x45). |
![]() |
| Apenas cálculo aritmético, com factores variados. |
![]() |
| Selecciona a marcação de tempo (1 minuto). |
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Gráficos no Excel na aula de Matemática
Na
mesma edição da Revista Nova Escola, referida no post anterior, a
revista propõe a utilização de planilha eletrônica como recurso para
produção de gráficos, a partir de coleta de dados feita pelos próprios
alunos. Ainda há a possibilidade de trabalhar a estatística descritiva e
as principais medidas de tendência central (Média Aritmética, Mediana e
Moda)
Bloco de Conteúdo
Matemática
Matemática
Conteúdo
Tratamento da Informação
Objetivo
Produzir, analisar e comparar gráficos em computador.
Conteúdos
- Coleta e organização de dados.
- Recursos visuais (gráficos e tabelas) para sintetizar informações.
Anos
6º e 7º.
Tempo estimado
Cinco aulas.
Material necessário
Fita métrica e computador com o programa Excel.
Tratamento da Informação
Objetivo
Produzir, analisar e comparar gráficos em computador.
Conteúdos
- Coleta e organização de dados.
- Recursos visuais (gráficos e tabelas) para sintetizar informações.
Anos
6º e 7º.
Tempo estimado
Cinco aulas.
Material necessário
Fita métrica e computador com o programa Excel.
2ª etapa Proponha que a turma pesquise exemplos de gráficos em jornais, revistas e sites para decidir o melhor jeito de apresentar os dados coletados: discriminar a altura de aluno por aluno ou agrupando-as? Nesse último caso, seria possível, por exemplo, posicionar os dados em quatro faixas: 1,40 metro ou menos, de 1,41 a 1,50 metro, de 1,51 a 1,60 metro, 1,61 metro ou mais. Peça que a turma decida as faixas mais adequadas aos dados.
3ª etapa Divida a classe em grupos, colocando-os em frente aos computadores. No Excel, peça que abram uma planilha e sugira que criem uma tabela com duas variáveis: as faixas de altura definidas e o número de estudantes. Selecionando a tabela e clicando no botão "assistente gráfico", peça que gerem um gráfico de colunas. Convide-os a explorar os recursos do assistente introduzindo um título, retirando e acrescentando rótulos de dados e nos eixos X e Y, linhas de grade etc. Discuta: em qual das opções a informação fica mais clara?
4ª etapa Com o auxílio do assistente, peça que a classe gere gráficos de barras, colunas, pizza e linhas. Qual o melhor tipo para mostrar os dados coletados? A classe deve perceber que os gráficos de barras e de colunas são os mais adequados para comparar os valores de diferentes categorias, os de linhas para mostrar o sobe-e-desce de uma determinada variável ao longo do tempo e os de pizza para mostrar a proporção das categorias no universo pesquisado.
Avaliação
Verifique se a garotada compreende a necessidade de estabelecer categorias e se conseguiu criar gráficos e perceber a utilidade específica de cada tipo. Se necessário, repita a atividade com a coleta de outros dados, como peso, idade etc.Desenvolvimento
1ª etapa Peça que a classe selecione um tema para uma pesquisa de dados. Uma sugestão é investigar dados do desenvolvimento físico, como a altura dos estudantes. Organize a medição e anote os resultados no quadro.
Cinema une arte e informática
Turmas de 3ª e 4ª série já podem brincar de cineasta, produzindo curtas no computador. Um projeto com vocação interdisciplinar
| As professoras Regina e Mônica e seus alunos |
Um olhar sobre o passado para entender o presente e, quem sabe,
pressentir o futuro. Esse tema inspirou o trabalho das turmas de Ensino
Fundamental do Colégio da Companhia Santa Teresa de Jesus, no Rio de
Janeiro, durante 2003. Nas aulas de Artes e de Informática Educativa, a
idéia levou classes de 3ª e 4ª séries a unir tecnologia e criatividade
para produzir curtas-metragens que tinham como cenário a cidade e a
escola do passado. A iniciativa partiu da professora nota 10 Mônica
Bezerra de Almeida Lopes, de Artes, e de sua parceira de projeto Regina
Lúcia Faig Torres Pinto da Rocha, de Informática, professora nota 10 em
2001. No tema do semestre as duas acharam o terreno ideal para trabalhar
as linguagens do audiovisual e da animação por computador. A dupla
desenvolveu na garotada a sensibilidade do olhar e a capacidade de
articular informações visuais, textuais e sonoras, com auxílio de
ferramentas tecnológicas. As atividades se iniciaram com a observação e a
"leitura" de imagens do Rio de Janeiro capturadas pelo fotógrafo
Augusto Malta no início do século passado, e do colégio, na época de sua
fundação, há mais de 80 anos.
Utilizando um software de apresentação e outro de animação gráfica, as turmas produziram sobre essas imagens mais de 70 curtas-metragens, no estilo do cinema mudo.
Para encerrar o projeto, o material foi exibido no auditório da escola para estudantes, pais e convidados. A seguir a seqüência de atividades realizadas pelas professoras Mônica e Regina e seus alunos.
Utilizando um software de apresentação e outro de animação gráfica, as turmas produziram sobre essas imagens mais de 70 curtas-metragens, no estilo do cinema mudo.
Para encerrar o projeto, o material foi exibido no auditório da escola para estudantes, pais e convidados. A seguir a seqüência de atividades realizadas pelas professoras Mônica e Regina e seus alunos.
Plano de Aula
Tecnologia como ferramenta de criação
Objetivos
Construir, em dupla, um curta-metragem. Para cumprir essa meta, os
estudantes realizaram várias atividades com diferentes objetivos. Na
seleção de imagens e sons, o grupo interpretou e articulou informações.
Ao roteirizar os curtas e, em seguida, produzi-los, organizou estruturas
visuais, textuais e sonoras. Também aplicou a língua escrita de forma
apropriada ao estilo do cinema mudo. Enquanto expunha suas idéias ao
colega de dupla e negociava com ele, cada criança exercitou o poder de
argumentação. Ao mesmo tempo, aprendeu a elaborar e a receber críticas.
As atividades exploraram em Artes conceitos como figura e fundo, forma,
cor, ritmo, movimento, proporção, perspectiva, ponto, linha, textura e
leitura de imagem; em Informática foram trabalhados conteúdos como
decodificação de ícones e manuseio de ferramentas nos programas
PowerPoint e Kidpix.
O tempo assume várias formas no cinema. O período de exibição, a época em que se passa o enredo, a velocidade acelerada na qual os fotogramas se sucedem, enganando nossa visão e simulando o movimento. Há o tempo da própria história do cinema, que no início do século passado encantou as platéias com o filme mudo. Inspiradas por essa temática, Mônica e Regina estudaram o Rio antigo unindo a arte cinematográfica a imagens históricas. Assim, mostraram como a tecnologia pode contribuir na criação artística.
O tempo assume várias formas no cinema. O período de exibição, a época em que se passa o enredo, a velocidade acelerada na qual os fotogramas se sucedem, enganando nossa visão e simulando o movimento. Há o tempo da própria história do cinema, que no início do século passado encantou as platéias com o filme mudo. Inspiradas por essa temática, Mônica e Regina estudaram o Rio antigo unindo a arte cinematográfica a imagens históricas. Assim, mostraram como a tecnologia pode contribuir na criação artística.
Na leitura de imagens, a mostra de uma evolução
Na primeira etapa do projeto foram apresentadas fotos do Rio de Janeiro do início do século passado, obtidas no site www.almacarioca.com.br. Para exibi-las, Mônica utilizou um equipamento antigo, preservado pela escola: o episcópio. A ambientação provocada pelo uso desse instrumento, um precursor do retroprojetor, ajudou a transportar todos para o período relatado. "Procuramos sensibilizar o olhar das crianças, levando-as a observar as transformações na moda, na arquitetura, nos transportes, nos costumes e nos eventos escolares mostrados nas fotos pertencentes ao acervo do colégio", comenta Mônica. As imagens foram impressas e dispostas nas paredes da sala de Artes. Na aula seguinte, cada aluno foi convidado a escolher uma delas e reproduzi-la numa folha de papel usando apenas lápis preto. "O exercício leva à percepção da perspectiva, das formas e dos contrastes das imagens em preto-e-branco."
No Laboratório de Informática, Regina organizou uma sessão de cinema
uma projeção com datashow de um arquivo de vídeo digitalizado da fita A
Cura, de Charles Chaplin (ao lado). "Selecionamos esse filme para
mostrar a estética do curta-metragem e do cinema mudo", conta Regina.
Após a exibição, todos discutiram as características do que viram. Em
seguida as professoras apresentaram um curta-metragem produzido por elas
no computador e expuseram ao grupo a idéia do projeto: a produção de
filmes em dupla.
Autonomia com o micro
As fotos vistas na primeira etapa foram arquivadas nos computadores. Cada dupla escolheu uma como cenário da animação. Para operar os micros, Regina criou roteiros explicativos. "Nossa intenção foi estimular a autonomia. Por isso eu apenas orientava o trabalho, passando de dupla em dupla", comenta. Quando alguém tinha dificuldade, Regina pedia, antes de resolver o problema, que tentasse seguir o roteiro.
Hora de criar o enredo
Criadas e avaliadas as histórias, Mônica e Regina levantaram com cada dupla como transformar o que foi escrito em linguagem audiovisual. "Observamos a pertinência das idéias e a lógica dos acontecimentos e a organização textual", explica Mônica. As histórias não podiam ser muito longas e precisavam ter começo, meio e fim. Além disso, a animação dos personagens e das situações descritas tinha que combinar com a imagem escolhida como fundo.
Como produzir o roteiro
Antes de passar à fase de produção no computador, Mônica e Regina distribuíram à classe planilhas com quadros em branco acompanhados de pautas de texto, para que fosse produzido um roteiro da animação, o chamado storyboard. Neles os alunos fizeram croquis de cada imagem a ser montada no computador, descrevendo ao lado o trecho da narração a que se referia. Também bolaram textos explicativos típicos do cinema mudo. "Nessa etapa, os estudantes conseguiram identificar situações impossíveis de animar e problemas de continuidade", relata Mônica.
A aplicação dos softwares de animação
Feitos e revisados os storyboards, Regina apresentou os programas PowerPoint e Kidpix. Sempre seguindo roteiros preparados pela professora, no primeiro software os estudantes produziram os slides da apresentação, digitaram os textos de continuidade e animaram as situações. No segundo, criaram os personagens, reproduzindo-os nas diversas posições que cada história solicitava. "As crianças descobriram como usar comandos típicos da computação, como abrir, importar e salvar arquivos, selecionar figuras e utilizar teclas de atalho, como o Alt-Tab, para navegar entre os programas", relata Regina.
Personagens ganham movimento
Autonomia com o micro
As fotos vistas na primeira etapa foram arquivadas nos computadores. Cada dupla escolheu uma como cenário da animação. Para operar os micros, Regina criou roteiros explicativos. "Nossa intenção foi estimular a autonomia. Por isso eu apenas orientava o trabalho, passando de dupla em dupla", comenta. Quando alguém tinha dificuldade, Regina pedia, antes de resolver o problema, que tentasse seguir o roteiro.
Hora de criar o enredo
Criadas e avaliadas as histórias, Mônica e Regina levantaram com cada dupla como transformar o que foi escrito em linguagem audiovisual. "Observamos a pertinência das idéias e a lógica dos acontecimentos e a organização textual", explica Mônica. As histórias não podiam ser muito longas e precisavam ter começo, meio e fim. Além disso, a animação dos personagens e das situações descritas tinha que combinar com a imagem escolhida como fundo.
Como produzir o roteiro
Antes de passar à fase de produção no computador, Mônica e Regina distribuíram à classe planilhas com quadros em branco acompanhados de pautas de texto, para que fosse produzido um roteiro da animação, o chamado storyboard. Neles os alunos fizeram croquis de cada imagem a ser montada no computador, descrevendo ao lado o trecho da narração a que se referia. Também bolaram textos explicativos típicos do cinema mudo. "Nessa etapa, os estudantes conseguiram identificar situações impossíveis de animar e problemas de continuidade", relata Mônica.
A aplicação dos softwares de animação
Feitos e revisados os storyboards, Regina apresentou os programas PowerPoint e Kidpix. Sempre seguindo roteiros preparados pela professora, no primeiro software os estudantes produziram os slides da apresentação, digitaram os textos de continuidade e animaram as situações. No segundo, criaram os personagens, reproduzindo-os nas diversas posições que cada história solicitava. "As crianças descobriram como usar comandos típicos da computação, como abrir, importar e salvar arquivos, selecionar figuras e utilizar teclas de atalho, como o Alt-Tab, para navegar entre os programas", relata Regina.
Personagens ganham movimento
Foto: Gustavo Lourenção
A etapa da animação foi a de maiores descobertas, inclusive para Regina
(ao lado). Uma série de desafios da computação gráfica precisou ser
superada. Como fazer um personagem se esconder atrás de um móvel?
De que maneira dar a impressão de que ele está se movimentando em perspectiva? Qual a melhor forma de caracterizá-lo para dar idéia de que se virou de costas?
Finalização dos filmes, monitoria e crítica
Até aqui o som das aulas de Mônica e Regina era o da conversa da turma, agitada com as descobertas. Prontas as animações, o grupo entrou numa das mais divertidas fases do projeto, o da seleção de sons e músicas para sonorizar os filmes. Humor, tensão, drama... A importância da trilha sonora foi amplamente absorvida pelo grupo, que fez escolhas bastante adequadas aos roteiros.
Conforme os grupos foram finalizando seus filmes, as educadoras iniciaram um trabalho de monitoria entre os próprios alunos. "Os que terminaram antes passaram a auxiliar os colegas que ainda tinham etapas a cumprir", conta Mônica.
A interação do grupo aumentou bastante nesse momento. "Foi interessante observar como os monitores repetiam com os colegas a nossa postura como professoras", lembra-se Regina. Quando todos os grupos terminaram seus curtas, teve início a preparação da última etapa do projeto.
Na internet, em sites previamente selecionados pelas professoras, o grupo fez uma pesquisa sobre produção e crítica cinematográficas. "Preparamos uma ficha e pedimos a cada dupla que trocasse de computador com os vizinhos, para que realizasse a avaliação dos trabalhos", relata Regina.
Nessas fichas havia perguntas sobre a história criada, a coerência das imagens utilizadas e de sons e animações. Em alguns casos, os "críticos" convenceram seus colegas a fazer alguns ajustes no produto final.
Pré-estréia e CD-ROM
No final do semestre, Mônica e Regina organizaram no auditório da escola a pré-estréia dos curtas-metragens. Cada dupla ficou responsável por operar o equipamento e exibir sua produção. Depois o material foi enviado a uma produtora, para a elaboração de um CD-ROM com todos os filmes. No início do segundo semestre, o lançamento do CD-ROM trouxe pais e convidados, que se emocionaram com as produções.
Avaliação contínua
As professoras avaliaram os alunos com relação a participação, produção textual, construção de imagem, manipulação das ferramentas e organização. Também analisaram a evolução do trabalho em duplas. Observaram as que tiveram dificuldades no início mas conseguiram superá-las; as que tinham dificuldade com a informática e que passaram a dominar as ferramentas; e aquelas em que havia um membro mais dominador que o outro, mas que acabou por compreender a dinâmica do trabalho em grupo. Ao final de cada aula, Mônica e Regina faziam auto-avaliações, abordando aspectos positivos e negativos das próprias atuações.
De que maneira dar a impressão de que ele está se movimentando em perspectiva? Qual a melhor forma de caracterizá-lo para dar idéia de que se virou de costas?
Finalização dos filmes, monitoria e crítica
Até aqui o som das aulas de Mônica e Regina era o da conversa da turma, agitada com as descobertas. Prontas as animações, o grupo entrou numa das mais divertidas fases do projeto, o da seleção de sons e músicas para sonorizar os filmes. Humor, tensão, drama... A importância da trilha sonora foi amplamente absorvida pelo grupo, que fez escolhas bastante adequadas aos roteiros.
Conforme os grupos foram finalizando seus filmes, as educadoras iniciaram um trabalho de monitoria entre os próprios alunos. "Os que terminaram antes passaram a auxiliar os colegas que ainda tinham etapas a cumprir", conta Mônica.
A interação do grupo aumentou bastante nesse momento. "Foi interessante observar como os monitores repetiam com os colegas a nossa postura como professoras", lembra-se Regina. Quando todos os grupos terminaram seus curtas, teve início a preparação da última etapa do projeto.
Na internet, em sites previamente selecionados pelas professoras, o grupo fez uma pesquisa sobre produção e crítica cinematográficas. "Preparamos uma ficha e pedimos a cada dupla que trocasse de computador com os vizinhos, para que realizasse a avaliação dos trabalhos", relata Regina.
Nessas fichas havia perguntas sobre a história criada, a coerência das imagens utilizadas e de sons e animações. Em alguns casos, os "críticos" convenceram seus colegas a fazer alguns ajustes no produto final.
Pré-estréia e CD-ROM
No final do semestre, Mônica e Regina organizaram no auditório da escola a pré-estréia dos curtas-metragens. Cada dupla ficou responsável por operar o equipamento e exibir sua produção. Depois o material foi enviado a uma produtora, para a elaboração de um CD-ROM com todos os filmes. No início do segundo semestre, o lançamento do CD-ROM trouxe pais e convidados, que se emocionaram com as produções.
Avaliação contínua
As professoras avaliaram os alunos com relação a participação, produção textual, construção de imagem, manipulação das ferramentas e organização. Também analisaram a evolução do trabalho em duplas. Observaram as que tiveram dificuldades no início mas conseguiram superá-las; as que tinham dificuldade com a informática e que passaram a dominar as ferramentas; e aquelas em que havia um membro mais dominador que o outro, mas que acabou por compreender a dinâmica do trabalho em grupo. Ao final de cada aula, Mônica e Regina faziam auto-avaliações, abordando aspectos positivos e negativos das próprias atuações.
Ferramentas tecnológicas nas aulas de Matemática
Calculadora e planilhas eletrônicas auxiliam a turma na resolução de problemas
Nenhuma das inovações tecnológicas substitui o trabalho clássico na
disciplina, centrado na resolução de problemas. Estratégias como cálculo
mental, contas com algoritmos e criação de gráficos e de figuras
geométricas com lápis, borracha, papel, régua, esquadro e compasso
seguem sendo essencias para o desenvolvimento do raciocínio matemático.
Entretanto, saber usar calculadoras e conhecer os princípios básicos de planilhas eletrônicas do tipo Excel são hoje demandas sociais. Você deve introduzir esses recursos nas aulas - mas com o cuidado de pontuar que eles não fazem mágica alguma. Ao contrário, sua utilidade se aplica apenas a situações específicas. "O professor deve mostrar que eles são importantes para poupar tempo de operações demoradas, como cálculos e construções de gráficos, quando o que importa é levantar as ideias mais relevantes sobre como resolver a questão", defende Ivone Domingues, coordenadora pedagógica da Escola da Vila.
Enquanto as propostas com calculadora parecem estar mais disseminadas (é comum em várias escolas, por exemplo, utilizá-las para conhecer propriedades do sistema de numeração ou validar contas), o trabalho com planilhas eletrônicas ainda ensaia os primeiros passos. Vale a pena considerar o uso desses aplicativos, já que eles permitem aliar vários conteúdos: coleta de dados, inserção de fórmulas algébricas para cálculos, elaboração de tabelas e tratamento da informação (leia a sequência didática no quadro ao lado).
É importante que as atividades incluam desafios que questionem e ampliem o conhecimento da turma: o que acontece com os resultados da tabela se modificarmos um dos dados da fórmula? E com o gráfico, caso troquemos os valores da tabela? Para mostrar dados cuja soma chega a 100%, qual o tipo mais adequado de gráfico: o de colunas, o de linhas ou o de pizza? "Nessas explorações, o aluno aprende a controlar melhor as alternativas de resolução que a ferramenta oferece", argumenta Ivone.
Por fim, na área de Espaço e Forma, a mesma economia de tempo - dessa vez, na construção de figuras - é possibilitada por programas como o GeoGebra (disponível gratuitamente em www.geogebra.org) e o Cabri Gèométre (pago), que deixam a garotada analisar as propriedades de sólidos e planos, movimentando-os, marcando pontos ou traçando linhas sem a necessidade de redesenhar.
Entretanto, saber usar calculadoras e conhecer os princípios básicos de planilhas eletrônicas do tipo Excel são hoje demandas sociais. Você deve introduzir esses recursos nas aulas - mas com o cuidado de pontuar que eles não fazem mágica alguma. Ao contrário, sua utilidade se aplica apenas a situações específicas. "O professor deve mostrar que eles são importantes para poupar tempo de operações demoradas, como cálculos e construções de gráficos, quando o que importa é levantar as ideias mais relevantes sobre como resolver a questão", defende Ivone Domingues, coordenadora pedagógica da Escola da Vila.
Enquanto as propostas com calculadora parecem estar mais disseminadas (é comum em várias escolas, por exemplo, utilizá-las para conhecer propriedades do sistema de numeração ou validar contas), o trabalho com planilhas eletrônicas ainda ensaia os primeiros passos. Vale a pena considerar o uso desses aplicativos, já que eles permitem aliar vários conteúdos: coleta de dados, inserção de fórmulas algébricas para cálculos, elaboração de tabelas e tratamento da informação (leia a sequência didática no quadro ao lado).
É importante que as atividades incluam desafios que questionem e ampliem o conhecimento da turma: o que acontece com os resultados da tabela se modificarmos um dos dados da fórmula? E com o gráfico, caso troquemos os valores da tabela? Para mostrar dados cuja soma chega a 100%, qual o tipo mais adequado de gráfico: o de colunas, o de linhas ou o de pizza? "Nessas explorações, o aluno aprende a controlar melhor as alternativas de resolução que a ferramenta oferece", argumenta Ivone.
Por fim, na área de Espaço e Forma, a mesma economia de tempo - dessa vez, na construção de figuras - é possibilitada por programas como o GeoGebra (disponível gratuitamente em www.geogebra.org) e o Cabri Gèométre (pago), que deixam a garotada analisar as propriedades de sólidos e planos, movimentando-os, marcando pontos ou traçando linhas sem a necessidade de redesenhar.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
12 maneiras de usar o Código QR na sala de aula
Aprenda como utilizar a tecnologia QR em conjunto com os telefones celulares de seus alunos
O código QR é semelhante a um código de barras
Com o aumento do uso da tecnologia no campo da educação, muitos professores e profissionais ligados à área estão procurando maneiras mais dinâmicas de divulgar conteúdo virtualmente e de ensinar coisas novas aos seus alunos.
Uma das tecnologias que mais se infiltrou nas salas de aula até o momento foi o telefone celular, muitos deles com acesso à internet. No entanto, como podemos usar os aparelhos móveis como parte do aprendizado? A ideia do blogueiro Andrew Miller, especialista em educação, é de utilizar a tecnologia de Código QR para compartir conteúdo com seus alunos.
Apesar de ainda não ser muito conhecido no Brasil, o código QR é
utilizado em anúncios em meios impressos e campanhas fora do país. Ele é
semelhante a um código de barras, porém quadrado. Este
código, quando lido por um aplicativo grátis para celulares em conjunto
com a câmera de vídeo do aparelho, abre automaticamente links e textos
curtos que podem ser personalizados por seus criadores.
Você pode criar seus códigos QR com o link para a página de sua preferência através de um gerador de QR, como o disponível no site RJ Host. Com a ferramenta em mãos, é hora de aplicá-la na sala de aula. Veja algumas dicas:
1) Crie redações interativas
Ensine seus alunos como criar os Códigos QR e faça com que eles coloquem
este tipo de código ao final de seus textos e trabalhos, com um link
para uma página na internet ou um conteúdo que complete o tema.
2) Mostre exemplos
Use o Código QR para dar exemplos durante suas aulas, como vídeos, links
para o texto original de um exercício ou para o download da
apresentação Power Point do tema.
3) Use a tecnologia como um serviço
Peça aos seus alunos desenvolverem cartilhas simples dando um serviço em
específico para a comunidade local, como ensinar a cuidar do quintal
para evitar a presença do mosquito da Dengue. Depois de criadas as
cartilhas, publique-as no site da escola e mande um bilhete para os pais
informando sobre o trabalho realizado, colocando o código QR ao final
do comunicado.
4) Faça uma escola mais verde
Ao invés de gastar toneladas de papel, incentive seus alunos a terem o
leitor de QR instalado no celular e passe a divulgar seu material
virtualmente.
5) Incentive e premie
Procure dar prêmios ou oferecer conteúdo exclusivo aos alunos que forem
bem na sua aula ou que utilizarem com frequência a tecnologia para
aprender coisas novas. Uma ideia simples que pode chamar a atenção dos
alunos é criar um adesivo com um código QR e colar nas provas dos alunos
que tiraram notas boas. Ao receber as provas de volta, poderão ter
acesso a um conteúdo exclusivo.
6) Use o espaço físico da escola
Ponha código em áreas específicas da sala de aula, fazendo com que os
estudantes andem pelo ambiente e usem os códigos de acordo com suas
necessidades e de acordo com o que está exposto nos murais.
7) Divulgue gabaritos online
Use os Códigos QR para divulgar gabaritos de provas e passar exercícios
online aos seus alunos. Usado em conjunto com uma plataforma educativa, é
possível avaliar o trabalho individual de cada um deles e saber o
rendimento da sala e de cada aluno.
8) Forneça material de apoio
Use os códigos para fornecer exercícios complementares ao final da
apostila, voltado aos alunos que desejam estudar o tema a fundo fora da
sala de aula.
9) Reúna o material de pesquisa
Faça seus alunos utilizarem os códigos QR para reunir as fontes de uma
pesquisa ou completar a bibliografia de um trabalho. Este processo pode
ajudar outros alunos no futuro que desejam consultar as mesmas fontes de
informação.
Na hora de levar seus estudantes ao laboratório, procure deixar os
cadernos de lado e coloque os códigos QR no meio dos experimentos, como
por exemplo, nos ossos de um esqueleto, mostrando o nome e a função de
cada um deles.
11) Crie diferentes estratégias
Use a tecnologia para criar diferentes estratégias de ensino para seus
alunos. Compartilhe poemas, frases, textos, músicas, vídeos e muitos
outros materiais que possam fortalecer a cultura destes jovens.
12) Vote
Use o Código QR para criar votações dentro da sala de aula. Um exemplo
prático disso seria uma votação para escolher o representante de sala.
Seriam criados quatro códigos diferentes que ficariam em um mural da
sala. Cada um dos códigos QR levaria a um perfil do candidato no
Facebook, onde a pessoa poderia dar um “Curtir”.
Você tem alguma outra ideia de como usar o Código QR na sala de aula?
Compartilhe suas sugestões com outros profissionais da educação no campo
de comentários abaixo.
Como usar o YouTube na sala de aula
Veja como você pode usar o YouTube na sala de aula. Mais de 3 bilhões de vídeos são vistos diariamente no site
Claramente o processo de aprendizagem se torna mais fácil quando
utilizamos a tecnologia. A idéia é que as aulas funcionem como o YouTube. Analisando isso, o pesquisador das novas mídias em educação Terry Heick sugere algumas mudanças no novo modo de ensinar. As sugestões são simples e não exigem mudanças bruscas.
Ao invés de uma pilha de livros que exige leitura profunda e resistência intelectual, use o mecanismo de busca baseado no Google
e YouTube. As pessoas gostam de rir, por isso faça com que a sua aula
seja divertida. Aproveite o YouTube para fazer vídeos simples e
engraçados que vão facilitar o aprendizado.
Na hora de ensinar, procure passar a matéria da forma mais clara e
simples. Na sala de aula, assim como no site YouTube existe uma
diversidade absurda de conteúdo. Procure ensinar de maneira
interdisciplinar. Já pensou em usar o Teorema de Pitágoras misturado com
a matemática de Wall Street? Direitos Civis misturado com Bob Esponja?
Essa ideia pode funcionar.
Tenha em mente que você não vai mudar opiniões tradicionais, mas que você pode fazer a diferença na sala de aula.
Fonte: http://noticias.universia.com.br/
Como usar as mídias sociais na sala de aula
A escola pode ser um lugar divertido? Embora
os professores não tenham a autonomia de tornar a escola um lugar super
legal para os estudantes o tempo todo, o uso de mídias sociais na sala
de aula faz uma ligeira diferença na hora do aprendizado.
A ideia é aproveitar que os alunos já estão voluntariamente usando sites de redes sociais, e beneficiar as escolas para se conectar com os alunos através de uma plataforma que é confortável para eles.
De acordo com uma pesquisa da Nielsen, os americanos gastam 22,5 % do seu tempo na Internet em redes sociais
e blogs. A ideia é aproveitar que os alunos já estão voluntariamente
usando sites de redes sociais, e beneficiar as escolas para se conectar
com os alunos através de uma plataforma que é confortável para eles.
Isso vai fazer com que a sua aula fique mais interativa e diferenciada.
Certamente, este é um obstáculo que o professor tem que ultrapassar
quando ele decide incorporar a mídia social em sala de aula. É
importante que o professor analise a classe e só considere dar o
privilégio de usar as mídias sociais durante as aulas para alunos
maduros.
Para facilitar a aprendizagem e modernizar os métodos de ensino, confira a seguir 4 dicas para você usar as mídias sociais da maneira certa dentro das salas de aula:
Como usar as mídias sociais nas salas de aula:
1) Crie uma conta da sala
Crie uma conta para que os alunos colaborem sobre algum assunto, um projeto ou até mesmo um teste. Coloque a lição de casa,
notas de aula ou todos os vídeos de classe em uma conta da classe. Isso
vai ajudar os alunos a identificar quando uma sessão de estudo está
acontecendo ou dar-lhes uma saída para conversar com um membro do grupo.
Outro ponto importante é organizar um espaço para os alunos tirarem
suas dúvidas com o professor (ou outro aluno), algo que possa ser feito
fora do horário escolar.
Como usar as mídias sociais nas salas de aula:
2) Estabeleça regras de convivência
Ter regras estabelecidas para a convivência no grupo e deixar claro as
consequências antes de permitir que os estudantes tenham acesso ao grupo
é muito importante para que não ocorra o bullying
na internet. Deixe que os alunos cientes de que se uma pessoa escrever
qualquer coisa ligeiramente inadequada o privilégio das redes sociais se
foram para todos os estudantes. Você também vai querer para definir
consequências mais severas para a pessoa que postou a mensagem
inadequada, como uma visita ao diretor. Faça isso antes de montar o
grupo e peça aos alunos e seus pais que leiam para se certificar se suas
regras são totalmente claras.
Como usar as mídias sociais nas salas de aula:
3) Crie grupos privados para cada sala
A maioria das redes sociais que permite que você crie
grupos, também permite que você crie grupos privados. Isso significa que
apenas as pessoas que você convidar serão autorizadas a interagir no
grupo. Isso irá garantir que nenhum outro estudante ao redor da escola
faça algo inadequado na sua página. Também é uma boa ideia manter todas
as suas classes em grupos separados. Os alunos são geralmente mais
comportados, quando não estão próximos de seus melhores amigos.
Como usar as mídias sociais nas salas de aula:
4) Tenha confiança
Você deve monitorar o grupo em todos os momentos para
não ter dor de cabeça com comentários inapropriados. Porém criar um
círculo de confiança com os alunos também é muito importante, se houver
algum problema dentro do grupo seja simples e clara: delete e grupo e
logo depois explique os motivos, isso vai mostrar aos alunos a
importância da confiança e seriedade dentro do grupo.
‘Escola deve usar redes sociais com foco educativo’, diz especialista
Educadores debatem tema em congresso de tecnologia no Recife.
Para eles, não se deve misturar contas pessoais com as de estudo.
Rosana Maia diz acreditar nas redes sociais no ensino,
mas com alguns limites (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
Quando se trata de novas alternativas no processo de aprendizagem para
agradar a geração pós-Internet, começa a existir um consenso entre os
educadores: não adianta ir contra a maré do fenômeno das redes sociais. O
assunto, que ainda provoca muita polêmica dentro e fora dos meios
digitais, foi tema de palestras e minicursos durante o 10º Congresso
Internacional de Tecnologia na Educação, realizado no Centro de
Convenções de Pernambuco, em Olinda, nesta quarta-feira (5).
No evento, foi apresentada uma rede social totalmente voltada para fins educativos, a Redu, desenvolvida por uma startup recifense incubada no parque tecnólogico do Porto Digital, na capital pernambucana.
"Existe uma necessidade social que não pode ser ignorada pelos
educadores. Precisamos adaptá-la para as salas de aula. Os próprios
professores não utilizam as redes sociais entre si. Se conseguíssemos
incluí-las já no currículo da formação inicial dos docentes, seria
ideal. A vida da escola não pode ser separada da nossa vida social. Uma
faz parte da outra", opina a sergipana Rosana Cavalcanti Maia Santos, 24
anos, mestranda em Educação para as Ciências e graduada em Física pela
Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp).
Com a polêmica gerada em razão do "Diário de Classe", elaborado pela
estudante Isadora Faber, de 13 anos, que conseguiu, por meio das redes
sociais, pressionar o governo para conseguir melhorias importantes em
sua escola, desde o final de agosto, o tema foi um dos destaques do
evento. O sucesso da iniciativa da aluna, que conseguiu uma reforma de
emergência na escola onde estuda e uniu pais, alunos e professores, tem
servido de inspiração para crianças, adolescentes e jovens de todas as
partes do país.
O grande desafio na utilização das redes sociais para integrar a
relação entre alunos e professores ainda é a falta de conhecimento dos
próprios educadores e dirigentes das escolas que, em geral, não sabem
usar as ferramentas em favor da educação. "O professor não é mais o
único detentor da informação. Ele tem de aprender a conviver com isso e
precisa ter a noção de que não sabe tudo. É uma área que ainda terá
muitos desafios pela frente", diz Rosana.
Bacharel em Física, Maia relatou à reportagem do G1
que, inclusive, já recebeu reprimendas em razão de ter usado a
tecnologia para inovar em sala de aula. "A diretora da escola bloqueava o
uso que eu fazia de tecnologias com os estudantes, por exemplo. Uma vez
quis fazer uma aula interdisciplinar. Apresentei um powerpoint e um
vídeo, explicando como era feita a curva num chute de uma partida de
futebol, para sete alunos que estavam na recuperação e já não aguentavam
mais fazer as mesmas questões. Levei uma bronca por conta disso",
afirmou.
Alex Sandro Gomes desaconselha o uso de redes sociais
genéricas na aprendizagem (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
genéricas na aprendizagem (Foto: Gabriela Belém, G1 PE)
A resistência ainda é um empecilho para os que querem inovar --mas a
inserção no mundo das redes sociais é um caminho sem volta, segundo o
especialista no assunto, Alex Sandro Gomes, Doutor em Ciências da
Educação pela Universidade de Paris V, Mestre e Especialista em
Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e
graduado em Engenharia Elétrica também pela UFPE. "Para a escola
continuar desenvolvendo o conhecimento das pessoas, terá de se apropriar
deste novo artefacto".
"Em primeiro lugar o professor tem de se apropriar da situação. E por
que há a adesão nas redes sociais? Porque as pessoas criam grupos. É
preciso criar uma relação didática com a comunidade. Ao criar uma rede
de relacionamentos, eu posso dispor de material informal antecipadamente
que vai ser passado nas próximas aulas. Se eu fizer isso, já crio uma
consciência e um novo canal de contato com o aluno. Sem falar que posso
permitir que os alunos tragam novos materiais. E posso deixar que eles
discutam os temas depois das aulas. Assim, o professor legitima o papel
do estudante na aprendizagem", aponta o estudioso.
"Na sala de aula, a comunicação é de um (professor) para muitos
(alunos). As redes sociais devem proporcionar formas de comunicação que
aproximem professores e alunos. Atualmente, todos precisam, juntos,
aprender a aprender. A mediação do professor em redes sociais tem um
papel diferente. É possível se trabalhar no foco dos problemas e dúvidas
com o monitoramento. Agindo com mais ênfase, por exemplo, no que a
turma mais precisa (e de acordo com as notas)".
Dispersão dentro e fora da sala de aula
Em rede sociais genéricas, como o Facebook, o Twitter, o Pinterest e o
app Instagram, o especialista desaconselha o uso de materiais das aulas
pelo risco da dispersão. "Aconselho o uso de redes sociais como a Redu,
totalmente voltada para fins educativos. Quando um aluno usa a sua conta
pessoal, do âmbito privado, vai estar se comunicando e compartilhando
informações com todas as outras relações dele. Isso gera a dispersão",
explica Alex.
Com relação ao excesso de exposição e à falta de privacidade, que podem
interferir na relação entre professor e aluno, Maia também concorda que
há limites. "Acho que, antes de se criar essa relação, é preciso impor
limites e respeito em relação ao professor. Eu faria um perfil exclusivo
meu para lidar com os alunos, separando-os da esfera da minha vida
pessoal. Se misturar tudo, acredito que fica um pouco complicado. A
relação via redes sociais é favorável, mas é preciso ter limites", diz.
Vantagens das redes sociais
Confira
algumas das vantagens apontadas pelo professor Alex Sandro Gomes,
palestrante do congresso, no uso de redes sociais em sala de aula:
1) As redes sociais educativas permitem que o professor monitore as atividades em sala de aula e acompanhe melhor o rendimento dos alunos, de acordo com as disciplinas que eles estão tendo mais dificuldade ou se dando melhor;
1) As redes sociais educativas permitem que o professor monitore as atividades em sala de aula e acompanhe melhor o rendimento dos alunos, de acordo com as disciplinas que eles estão tendo mais dificuldade ou se dando melhor;
2) As redes sociais educativas permitem ao professor ser o autor do seu
planejamento. O professor é um mediador. E a tecnologia tem de permitir
que ele seja um autor deste conteúdo também. O docente deve organizar
melhor as sequências de aulas e materiais;
3) As redes sociais educativas ajudam no desenvolvimento da autonomia
entre os estudantes (também chamada de auto-regulação). Neste ambiente,
o aluno experimenta uma diversidade de situações e precisa aprender que
é preciso ter disciplina para exercitar essa autonomia.
Avaliação diagnóstica de Matemática para o 4º ano do Ensino Fundamental
Bom gente, andando pela net encontrei um diagnóstico de matemática para os alunos da 3ª/4º ano, achei muito interessante e resolvi compartilhar com vocês, a autora e
Maria Sueli C. S. Monteiro, não sei bem onde encontrei, mas que souber do site pode deixar o link que darei os devidos créditos.
O restante que são 7 folhas está no link abaixo.
O link: http://dc335.4shared.com/doc/IssLiTtr/preview.html
Avaliação diagnóstica de Matemática
Autor
Maria
Sueli C. S. Monteiro – marisue@uol.com.br
Série / Ciclo
3a
série do Ensino Fundamental
Tempo necessário
É
interessante que os alunos se sintam dispostos a resolver as questões
para que a avaliação realmente seja um diagnóstico de sua classe.
Por isso, divida a avaliação em duas ou mais aulas e dedique mais
um dia para a correção e os comentários.
Introdução
Ensino
de Matemática na 3a
série do Ensino Fundamental
É
importante que nesta série o Sistema de Numeração Decimal seja
retomado aproveitando o início do trabalho com o algoritmo das
operações. As idéias básicas de fração podem ser trabalhadas a
partir de medidas não exatas. Os conceitos fundamentais de perímetro
podem ser trabalhados em figuras planas desenhadas ou medidas pelos
alunos. Em Geometria, noções básicas de curvas e segmentos de
reta, paralelismo, perpendicularismo, simetria e ângulo reto são
essenciais para a compreensão de polígonos e a classificação de
triângulos e quadriláteros.
Objetivos
Espera-se
do aluno no início da 3a
série que ele:
- compreenda os princípios do Sistema de Numeração Decimal;
- resolva situações-problema que envolvam o significado das operações;
- resolva situações que envolvam noções básicas de Geometria;
- resolva situações que envolvam noções básicas de Medidas;
- resolva situações-problema em que aparecem gráficos, tabelas, esquemas etc.
Há
diversos objetivos importantes que poderiam ser avaliados, mas
procuramos selecionar cinco que contemplam os blocos de conteúdos
indicados nos Parâmetros Curriculares Nacionais:
- Números e Operações: objetivos a e b;
- Espaço e Forma: objetivo c;
- Grandezas e Medidas: objetivo d;
- Tratamento da Informação: objetivo e
Procedimento
ANTES
DA APLICAÇÃO:
- Esta avaliação deverá ser reproduzida, uma para cada aluno, com espaço suficiente para que possam colocar suas respostas. Se for dividir a avaliação em 2 ou mais dias, divida também as questões em folhas diferentes. Não coloque “Avaliação” como título, mas “Atividades de Revisão” para que os alunos resolvam as questões com tranqüilidade e confiança.
NO
DIA DA APLICAÇÃO
- Explique aos alunos que o objetivo dessas atividades é auxiliar o seu trabalho com eles, neste ano.
- Incentive os alunos a resolverem todas as questões.
O link: http://dc335.4shared.com/doc/IssLiTtr/preview.html
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